Ontem tive de ir ao
centro de emprego entregar uns documentos, confesso que saí de lá irritada com a
inercia de algumas pessoas, que simplesmente gostam de ser parasitas do estado.
Pelo que entendi algumas pessoas com
escolaridade abaixo do 9º ano estavam a ser convocadas para iniciarem um curso
de 3 anos (remunerado) com a finalidade de aumentarem a escolaridade. Tem em
conta que não há emprego para todos, julgo ser uma boa solução. Talvez o método
de ensino não seja o melhor, talvez algumas destas pessoas não vão ter
motivação para estudar e ainda vamos ter de lhes pagar para o fazerem MAS penso
que será melhor do que estarem em casa à espera de um emprego que pode não chegar
tão cedo. Durante este tempo, aprendem alguma coisa e aumentam a escolaridade.
Porque, ver miúdos com 20 anos sem o 12º ano hoje em dia já não se admite. Ou
melhor, se tivessem empregos estáveis, se até estivessem a “subir” na vida até
admitiria mas sempre com muitas reticências. E não julguem que acho que quem
tem um canudo é que é muito esperto, porque não, há por aí verdadeiros totós ou
ratinhos de biblioteca que depois “panicam” no mercado de trabalho. Há por aí
pessoas com menos escolaridade que têm muito mais valor profissional que
licenciados. As coisas não são nem nunca serão tão lineares assim.
Bem, acho que fui clara na minha opinião. O que irritou foi
ver a cara dos recrutados, especificamente 3 recrutadas, a gozarem literalmente
com a situação. Com frases do género:
“ Paguem-me, paguem-me mas eu nem um trabalho faço.”
“Estes tão sempre a inventar, meto um atestado e pronto.”
“Devem pensar que não tenho mais nada que fazer.”
“Estudar, ahahahaha, eu tenho lá paciência para essa cena.”
“ Olha-me estes, chamam-me aqui e agora dizem que é para
estudar.”
Bem, até me irritou a úlcera nervosa que não tenho no
estomago! As elações que eu tiro é que queriam ficar a coçar a micose em casa e
cair lá o rendimento mínimo todos os meses…
Enfim, tanta gente desesperada por trabalho, tanta gente a
aceitar o que quer que seja, a querer uma luz ao fundo do túnel e depois temos
estas pessoas que simplesmente querem continuar dependentes do estado. Ficariam
na mesma é certo, mas ao menos ao fim dos 3 anos ficariam mais capacitados para
se lançarem no mercado de emprego. As oportunidades servem para ser agarradas
com unhas e dentes, ainda mais nos dias que correm.
Rita